Primeira Edição

Contra o bullying nas escolas – Quem conta és tu!

O projeto “Quem conta és tu” surge com o objetivo de trabalhar duas áreas fortemente relacionadas no âmbito escolar: as masculinidades e o bullying. Através de sessões de reflexão e diversas atividades participativas, com base em educação não formal, dirigidas à comunidade educativa – turmas, docentes, encarregados de educação, pais, mães, pessoas cuidadoras – queremos abrir espaços de conversa e reflexão sobre quais os impactos da construção das masculinidades na escola e como estas narrativas têm impacto na convivência entre rapazes e raparigas.

Este projeto surge na continuidade do trabalho desenvolvido pelas iniciativas “Um género de escola!” e “Ser Humano – Itinerário para a Igualdade de Género”, nas quais os Men Talks participaram, e as quais incentivaram a formalização da nossa associação. Assim, existe um percurso positivo, mas incompleto na construção de masculinidades não violentas. A execução de “Quem conta és tu” vem ao encontro do trabalho desenvolvido pela Associação Men Talks que se tem focado desde 2019 na criação de espaços de reflexão e ação que visam à desconstrução da masculinidade tradicional ou hegemónica. Como parceiros, a Associação Promundo Portugal trabalha especificamente a promoção de masculinidades não violentas em grupos de jovens e pela Associação No Bully Portugal, com experiência na implementação de iniciativas para a prevenção e resolução do Bullying no país. Em termos territoriais, o projeto será focado No Agrupamento, na zona da Mouraria, e o Agrupamento das Olaias

Entendemos o bullying como uma manifestação concreta e tóxica da narrativa da masculinidade tradicional. Portanto, visamos a execução de um projeto que aponte as raízes da relação entre ambos conceitos e a forma em que deve ser combatido nestes dois agrupamentos.

O projeto “Quem conta és tu” torna-se numa chamada direta, um apelo aos nossos públicos alvo para se tornarem parte ativa da reflexão e da mudança para a ação. Cada uma das pessoas abrangidas pelas atividades -estudantes, corpo docente, família, pessoas encarregadas da educação- podem, e devem,ter um papel ativo na desconstrução das narrativas tradicionais de masculinidade, na proliferação de masculinidades não violentas e envolvidas na igualdade de género e no combate e na prevenção do bullying.